Anorgasmia: A Falta de Orgasmo. Como Tratar?

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Anorgasmia: A Falta de Orgasmo. Como Tratar?

Você Sofre Com a Falta de Orgasmo? Conheça as Causas e Tratamentos

A desigualdade de orgasmos entre homens e mulheres não é apenas um problema individual. 75% dos homens chegam regularmente ao orgasmo em relações sexuais com suas parceiras, mas somente 29% das mulheres o conseguem. Dois terços das mulheres têm orgasmos de vez em quando ou nunca. Mas a desigualdade no orgasmo, embora reconhecida, raramente é discutida. Simplesmente é aceita como sendo a maneira como o sexo é.

O Que é Anorgasmia?

A anorgasmia existe de fato quando a mulher não consegue atingir o prazeroso orgasmo. Nesse quadro geral, existem algumas classificações. Algumas não atingem apenas com a penetração e precisam de estímulo manual ao mesmo tempo. Outras não conseguem se houver penetração e manipulação simultânea e preferem apenas as mãos do parceiro. O terceiro grupo é formado por mulheres que não conseguem atingir o orgasmo de maneira alguma.

Tipos de Anorgasmia

Existem 4 tipos de anorgasmia, como mostrado a seguir:

  • Primária: o paciente nunca teve a experiência de sentir um orgasmo;
  • Secundária: o paciente costumava sentir orgasmos, mas passou a ter dificuldades;
  • Situacional: o orgasmo só não é obtido em algumas situações, como durante o sexo vaginal ou com um determinado parceiro, mas o prazer ocorre normalmente durante a masturbação ou sexo oral, por exemplo;
  • Generalizado: incapacidade de sentir orgasmo em qualquer situação.

Assim, o diagnóstico é feito  com base na história clínica e sexual do paciente, e na avaliação física para identificar a presença de alterações nos órgãos genitais.

Sobre a Disfunção

O orgasmo é uma experiência psicofísica de curta duração (3 a 10 segundos) que, geralmente, é alcançada pelo homem, em torno de, 4 a 6 minutos após a penetração. Para atingir o Orgasmo, a mulher requer um tempo mais longo (10 a 20 minutos), exceto se, antes, tiver sido bem preparada, pois, nesse caso ela pode atingir o orgasmo em até menos de 4 minutos e, até mesmo, obter vários episódios orgásmicos, antes mesmo que o homem atinja o seu clímax.

O orgasmo é uma descarga de tensão muscular numa série de contrações. Não tem uma expressão única: difere de um sexo para outro, de uma pessoa para outra e de uma experiência para outra. Não existe um tipo ou tempo certos para o orgasmo. Cada mulher experimenta diferentemente o tipo e intensidade de estimulação que leva ao orgasmo.

O diagnóstico do transtorno orgásmico é fundamentado no julgamento clínico de que a capacidade orgásmica da mulher é menor do que se poderia esperar para sua idade, experiência sexual e o tipo de estimulação sexual que recebe.

Causas da Falta de Orgasmo

Caso não seja detectada nenhuma anormalidade anatômica e persistam os sintomas, deve se procurar a fisioterapia pélvica para fortalecimento da musculatura íntima e melhora da consciência corporal e, se necessário, um auxílio psicoterápico, levando-se em consideração que a anorgasmia pode estar vinculada a fatores psicológicos a ela atrelados, como:

  • Apresentar sentimentos de culpa em relação atividade sexual;
  • Problemas no relacionamento (brigas, desentendimentos quanto ao que cada um espera do relacionamento e do parceiro);
  • Alimentar crenças falsas acerca da sexualidade;
  • Deficiência feminina em assumir o papel erótico;
  • A desinformação feminina a respeito do que é o orgasmo e as formas de se alcançá-lo com o parceiro;
  • Medo de engravidar;
  • Conflitos a respeito da sexualidade;
  • Associações de sexo com pecado, com desobediência ou com punições;
  • Ter se desenvolvido em uma família com uma educação repressora;
  • Tendo uma educação rígida, a falta de conhecimento do próprio corpo e das suas sensações;
  • Expectativas fantasiosas a respeito do orgasmo, por parte da mulher ou do parceiro;
  • O estresse do cotidiano;
  • A rotina no relacionamento;
  • Abuso ou violência sexual durante a infância até a falta de intimidade com o parceiro;
  • A falta ou a pouca comunicação entre os parceiros e a falta de habilidade sexual do parceiro, fatores estes que promovem o medo e a ansiedade que são pontos chave para o desenvolvimento da anorgasmia;
  • Traumas relacionados ao sexo como por ter sofrido algum abuso pelo parceiro ou por outra figura masculina, do qual as vezes nem há uma lembrança pela pessoa que padece desse transtorno;
  • Ter tido um histórico de relações dolorosas com quaisquer figuras masculinas.

Como Saber se Você Atingiu o Orgasmo?

É uma sensação de plenitude, satisfação e liberação plena. Cada experiência é diferente, podendo variar a duração e a intensidade. O orgasmo se diferencia de outras sensações por vir como uma onda crescente e fulminante, que atinge um pico que é seguido por um relaxamento e sentimento de satisfação total. Não se preocupe, quando você tiver um orgasmo, saberá!

O Real Orgasmo é Clitoridiano ou Vaginal?

Na verdade mesmo, o que importa é ter o máximo de prazer possível. O orgasmo feminino é estimulado através do clitóris, que não tem outra função biológica que esta. Algumas mulheres atingem o orgasmo “vaginal”, pois dependendo da posição o clitóris pode ser estimulado durante a penetração. Os sentimentos em relação ao parceiro também são parte essencial da excitação sexual.

Tratamento Para a Anorgasmia: Falta de Orgasmo

A psicoterapia pode estar baseada numa terapia individual, terapia de casal ou, ainda, o conjunto dos dois processos. Muito frequentemente, a mulher passa a ter maior curiosidade sobre o próprio corpo. Faz-se importante que ela se conheça, se toque, saiba do que gosta e o que não lhe agrada. E, essencialmente, pedir ao parceiro que a “acenda”.

A terapia de casal objetiva facilitar a comunicação do mesmo, além de mediar um conhecimento maior sobre o funcionamento da relação, ajudando a descobrir, entre outros fatores, de que forma o casal se perde em sua vida cotidiana, e como isto se reflete na dinâmica sexual.

A superação de um quadro como esse leva ao aprendizado e ao autoconhecimento, provocando transformações além da sexualidade.

Uma dificuldade, uma solução

A maioria das causas da anorgasmia, aproximadamente 95% delas, são de natureza psicológica. A educação muito restritiva, experiências sexuais desagradáveis, a cultura na qual fomos educadas, o medo de perder o controle, a estimulação inadequada ou o estresse podem influenciar e agravar o problema.

O fato de que na maioria das vezes essa dificuldade tem origem psicológica demonstra que tudo o que fazemos ou pensamos desempenha um papel fundamental na forma como sentimos prazer.Portanto, é possível melhorar simplesmente mudando como percebemos ou agimos com o outro e com nós mesmos nessas situações.

A masturbação ou estimulação manual do clitóris durante a relação sexual são técnicas específicas para esse tipo de dificuldade. Às vezes pode se tornar necessário fazer uma terapia sexual ou de casal para resolver o problema.

Se você tem essa dificuldade, já tentou solucioná-la por si mesmo e não fez progressos, agende sua sessão para uma avaliação e possível início do tratamento.

Sobre o Autor:

Débora Martins
Sou Débora Martins - Psicanalista CBO 2515-50, Terapeuta Sexual/Casal e Coaching, meu trabalho é desenvolvido com foco em tratamentos breves que visam transformação de relacionamentos assim como tratamentos de disfunções sexuais, usando de técnicas do Pompoarismo, Hipnoterapia e Tratamentos da Ansiedade.

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