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Você sabe o que é dispareunia feminina?

Imagine a seguinte situação: você finalmente consegue marcar aquele encontro tão esperado com seu parceiro e tudo vai bem, até o momento em que a relação sexual chega ao seu ápice e, vem com ela, a dor, acabando com o momento.

Sentir dor é sempre o indicativo de que algo não vai bem, e na hora da relação sexual não poderia ser diferente. Frequentemente recebo relatos de mulheres que enfrentam esse problema e, por não saber o que causa essa dor acabam tendo sua vida sexual bastante prejudicada.

Por isso, entrei de cabeça nos livros e descobri a causadora desse incômodo: a dispareunia feminina. Apesar desse nome feio, o problema é mais comum do que se imagina, e vou te explicar abaixo o que significa e como lidar com ela, devolvendo o prazer à sua vida sexual.

O que é dispareunia feminina?

Apesar do nome muito complicado, a dispareunia feminina nada mais é do que uma condição em que a mulher sente dor durante a penetração ou, ainda, durante o clímax.

Muito comum entre nós, mulheres, a dispareunia feminina é uma condição delicada porque, além de aparecer em qualquer fase da vida, ela causa um enorme desgaste no relacionamento amoroso, já que a relação sexual, que é um momento de proximidade do casal, se transforma em um verdadeiro tormento para as mulheres.

Aliás, a dispareunia feminina é algo tão desconhecido para muitas de nós que eu já acompanhei vários casais que se desfizeram porque a mulher tinha essa condição mas não havia sido diagnosticada corretamente, e seu companheiro, sem entender o que estava acontecendo, acreditou erroneamente que ela já não queria manter o relacionamento e, por isso, optou por terminar a relação ou mesmo iniciar outra relação paralela.

dispareunia feminina

Em geral, muitas das mulheres com quem tenho contato e sofrem com esse problema tem a dispareunia feminina originária do uso de medicamentos como antidepressivos. Outras tem a origem do problema em problemas como hemorroidas, queda da lubrificação vaginal ou, ainda, contrações involuntárias dos músculos da vagina, conhecido também como Vaginismo.

Por isso, é muito importante descobrir o que causa a dispareunia feminina e tratar o problema da forma correta, para que a mulher tenha uma vida sexual plena e possa viver seu relacionamento da forma mais completa possível e sem inseguranças.

O que pode causar a dispareunia feminina?

Sabia que, ao contrário de outros problemas que afetam a vida sexual de uma mulher, a dispareunia feminina é algo que tem sua origem em fatores psicossomáticos, desencadeados por desequilíbrios emocionais ou mesmo incidentes na hora da relação sexual?

Listando algumas destas causas, eu separei incidentes como a pouca ou praticamente nenhuma lubrificação vaginal, o que pode tornar a relação um momento extremamente desconfortável.

Algumas infecções ou inflamações, como as ocorridas nas glândulas de Bartholin e Skene, localizadas na região genital feminina também contribuem para a dor na hora do sexo, e algumas vezes são ignoradas pelas mulheres, que não buscam o tratamento adequado para o problema.

Algumas vezes, em conversa com minhas pacientes, descobri que o desconhecimento do seu próprio corpo ou mesmo a ansiedade do parceiro para o ato sexual são os causadores da dispareunia feminina. Esses são os casos, por exemplo, dos preservativos mal colocados ou mesmo o diafragma mal encaixado.

Em outros casos são reações alérgicas a espumas ou géis contraceptivos que podem provocar o problema, assim como as infecções do colo uterino, do útero ou, ainda, das tubas uterinas.

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Algumas doenças, como a endometriose, a vulvodinia, tumores pélvicos, hemorroidas ou fissuras anais também são causadoras da dor durante a relação sexual.

Já as mulheres que se submeteram a cesarianas e tem aderências ou cicatrizes também podem sofrer com a dispareunia feminina, bem como aquelas que tem malformações congênitas, como o hímen complacente (que não se rompe durante a primeira relação sexual).

Lembram quando eu comentei que a dispareunia feminina pode aparecer em qualquer fase da vida? Pois bem, em conversa com minhas pacientes identifiquei algumas em que o problema apareceu durante a menopausa, quando a lubrificação diminui consideravelmente por causa da baixa do estrogênio.

O problema pode aparecer também, infelizmente, naquelas que estão se submetendo a tratamentos contra o câncer. Isso acontece não apenas pelo fator emocional, já que a mulher que está lutando contra esta doença tende a ter sua autoestima bastante afetada pelos efeitos colaterais do tratamento, como enjoos, perda de peso ou queda de cabelos.

Além disso, a radioterapia altera os tecidos, o que torna a relação sexual bastante dolorida, afetando o cotidiano destas mulheres e dificultando os relacionamentos, provocando até mesmo rompimentos em um momento em que elas precisam de apoio para enfrentar o avanço da doença e lidar com o tratamento.

Relacionamento ruim influencia na dor?

E muito importante dizer que quando a origem da dor é emocional, é importante avaliar  qualidade do relacionamento que a mulher está vivendo. Em terapia de casal, eu sempre identifico vários aspectos na vida a dois que influenciam negativamente para qualidade sexual na vida da mulher.

Abordar qualidade sexual do casal, comportamentos, nível de afetividade, erotização e vários outros fatores é fundamental para um bom tratamento. Em alguns casos, quando é possível, a parceria participar do tratamento, mesmo que seja um pouco, pode ajudar, até mesmo para entender mais sobre o transtorno.

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Quando pensamos sobre dor, precisamos identificar se é sintoma psicossomático. Por isso, sempre pense que a avaliação de um bom profissional é a chave para a qualidade do tratamento e solução do problema, a dor!

A criatividade no sexo, por exemplo, pode aumentar a interação do casal, melhorando os estímulos sexuais e em muitos casos, favorecendo uma melhor resposta sexual, afinal coisas novas costumam excitar, imagina em um relacionamento saudável.

independente da fase do relacionamento, esses cuidados devem ser analisados. Uma fase bem delicada para o casal, é a gravidez, isso porque muitas mulheres começam a enfrentar dificuldades quanto ao seu corpo, e em contra partida, muitos homens se colocam no lugar de pai, colocam a mulher no lugar somente de grávida, e esquecem do sexo e do casal erótico que existia antes.

Por isso, o sexo na gravidez é tão importante quanto em qualquer fase do casamento, porém, dependendo do estágio da gravidez, cuidar com algumas Posições sexuais para as grávidas.

Não menos importante, traição no relacionamento também pode causar dor, isso porque a mulher com dificuldade na entrega do seu corpo, pode contrair os músculos pélvicos, assim automaticamente a dor aparece. Saber como superar a traição e se entregar ao amor e prazer é fundamental nesses casos.

Como saber se é realmente dispareunia feminina?

Algumas pacientes que atendi, ao ouvir o diagnóstico de dispareunia feminina ficavam confusas, sem entender o que era ou se realmente estavam com aquele problema.

Por isso, para garantir que o paciente tenha o diagnóstico correto é preciso fazer um exame detalhado com uma ginecologista, que não apenas vai avaliar todos os sintomas relatados, como também observar os órgãos genitais.

Além de um bom ginecologista, passar por uma consulta com uma sexóloga e terapeuta sexual para avaliar se a dor é de origem psicológica e/ou emocional. Hoje eu disponibilizo atendimento online para mulheres no Brasil e também fora do país.

Como tratar a dispareunia feminina?

Algo que também assusta bastante minhas pacientes é o tratamento da dispareunia feminina. Mas aqui o que elas mais temem é o desconhecido, porque o combate a esse problema é muito mais simples do que se imagina, e ele passa basicamente pela descoberta do que está causando essa dor.

Quando a origem da dispareunia feminina é emocional, o tratamento com uma terapeuta é muito importante, pois apenas desta forma a mulher conseguirá ter um relacionamento saudável com seu parceiro.

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Na abordagem em terapia sexual, é usada técnicas para baixar a ansiedade, identificar a causa emocional da dor. Entender sobre o que é o ciclo da dor, além de exercícios pélvicos que ajudam no maior autoconhecimento da vulva e genitais, assim como massagem perineal para dessensibilizar a região onde mais se concentra pontos de dor.

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Por exemplo, quando a dispareunia feminina é causada por um problema físico, basta que a mulher tome analgésicos, anti-inflamatórios ou antibióticos para resolver o problema. Em casos mais complexos é necessária a realização de uma cirurgia.

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