Sem categoriaSexo Oral nas Mulheres - Débora Martins | Terapia Sexual

24 de abril de 2020by Débora Martins0

Falar sobre sexo oral nas mulheres, por incrível que pareça, ainda é um tema que pode ser considerado tabu em nossa sociedade! Na verdade, tudo que envolve o prazer feminino ainda é formado por muitos mistérios e falta de informação!

Isso tanto é verdade que no Brasil, cerca de 63,4% praticam o sexo oral. Tais dados fazem parte de um estudo, denominado por “Estudo da Vida Sexual do Brasileiro”.

Ele foi coordenado pela psiquiatra Camita Abdo, que também integra o time de especialistas do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Em um primeiro momento, fica evidente que os índices são até mesmo positivos, não é mesmo?

Mas, mesmo assim o assunto ainda é tratado com muitas (muitas mesmo) reservas. Ainda hoje, por incrível que pareça, há pessoas que consideram o sexo oral como algo “sujo” ou até mesmo errado.

O fato é que obter prazer por meio do sexo oral é algo que depende também de diferentes aspectos culturais. Isso sem contar o elevado grau de intimidade e também cumplicidade manifestada pelo casal.

Mas, será que estamos no caminho certo para reverter esse tabu? Será que as mulheres entendem realmente a relevância do sexo oral para obter prazer e satisfação? Até onde vai seu conhecimento nessa pauta?

De fato são muitas perguntas, mas, nada melhor do que obter informações importantes para compreender tudo que envolve o sexo oral nas mulheres!

O primeiro passo no sexo oral nas mulheres é quebrar tabus!

Se tratando do sexo oral nas mulheres, não há como negar que é preciso dar passos fundamentais. Ou seja, esses passos são cruciais para que possamos quebrar os inúmeros tabus que rondam esse tema.

Diante disso, desmistificar ideias de que a penetração é a única maneira de obter prazer e uma boa relação sexual é primordial.

Além disso, a estimulação no clitóris é extremamente relevante para que a mulher possa ter prazer. E, essa estimulação é potencialmente beneficiada no sexo oral.

Em outras palavras, não existe qualquer motivo para se manter um intenso pudor quando o sexo oral nas mulheres é algo tão natural! E, entender isso ajudará na quebra de tantos tabus.

Mas, e quando a mulher não consegue curtir essa troca? O que pode ser?

Esse é um aspecto que também depende de extrema atenção! Isso porque muitas mulheres não conseguem se entregar a esse tipo de troca na relação sexual, sabia?

Isso pode ser algo mais recorrente em mulheres que tenham sido muito reprimidas ainda durante a sua infância. O mesmo vale para mulheres que tenham sido vítimas de abuso ou violência sexual.

Há ainda a possibilidade que essas mulheres não tenham tido a oportunidade de receber informações sobre o tema de maneira natural. Socialmente falando, isso é ainda mais comum.

O que acontece é que culturalmente as mulheres sempre foram educadas com um conceito repressor de sua sexualidade. Isso acaba resultando, de maneira geral, em uma menor autonomia sobre o próprio corpo, genital e conceito de prazer.

Por isso, quando abordamos o assunto do sexo oral nas mulheres, muitas podem entender isso de diferentes maneiras:

  • Entendendo que trata-se de algo totalmente errado
  • Sentem vergonha
  • Apresentam um forte temor sobre um possível julgamento por parte do seu parceiro
  • Não consegue ou demoram para gozar. Muitas até mesmo sentem vergonha se o parceiro precisa manter a estimulação por mais tempo para que ela possa ter um orgasmo – e com essa pressão, ele não acontece.

Isso tudo é contornável? Como lidar com o sexo oral nas mulheres?

Quando abordamos tudo que envolve relações humanas, prazer e entrega uma coisa é certa: para tudo há solução! E, no caso do sexo oral nas mulheres isso também é totalmente válido.

Aliás, é sempre importante reforçar que o sexo, de maneira geral, é um aprendizado constante na vida humana!  É com a experiência e o autoconhecimento que elevamos nossas sensações, entregas e outros pontos.

Por isso, se há uma maneira de lidar com tudo isso e vivenciar bons momentos na relação sexual, isso está ligado justamente ao relaxamento!

Além disso, pratique e permita-se! Se preocupar com o cheiro natural do corpo por achar que ele é incomodo ou que o parceiro poderá ficar incomodado é algo que afeta somente a sua cabeça!

Na verdade, o cheiro natural que emana durante o ato sexual não somente é normal como também é fundamental para estimular a outra pessoa.

A sociedade está no caminho certo?

Não é de hoje que a crescente discussão sobre a igualdade de gênero, por vezes, nos faz acreditar que estamos evoluindo em diferentes pautas. Outro ponto é que toda essa temática gera uma percepção que avanços até então conquistados são irreversíveis – será?

O fato é que nem todas essas conquistas chegam a um lugar específico – a cama! E, isso acabou sendo comprovado por um outro estudo que aborda justamente o sexo oral nas mulheres.

Nele pode-se perceber de maneira mais objetiva a disparidade entre homens e mulheres e como eles são persistentes.

Tal pesquisa foi realizada na Inglaterra, mais precisamente na Universidade do Pacífico. O estudo foi feito com 71 homens e mulheres com idade entre 16 e 18 anos (pessoas que se relacionam com o sexo oposto).

A ideia da pesquisa era justamente compreender como essas pessoas lidam com o tema acerca da sexualidade e até mesmo como encaram o sexo oral.

Mesmo que eles tenham se revelados conscientes e que ainda se posicionem diante da política em “dar e receber”, na prática as coisas não acontecem bem assim.

Isso porque grande parte dos entrevistados acaba por descrever o sexo oral nas mulheres com uma maior quantidade de ressalvas do que é praticado em um homem.

Ou seja, ainda podemos entender que o tabu é algo unânime em ambos sexos. Isso quer dizer que tanto homens como mulheres entendem que o sexo oral ainda pode ser visto como algo desagradável.

Além disso, toda essa percepção não para somente nesse entendimento. Grande parte dos entrevistados também relatou que é muito mais provável um homem receber sexo oral durante o ato sexual do que uma mulher.

Outro ponto que chama atenção nessa pesquisa, é que eles costumam dizer de maneira frequente um sonoro não para a realização do sexo oral.

Por outro lado, as mulheres dedicam mais esforços para tentar encontrar caminhos mais confortáveis e até mesmo palatáveis para tentar agradar seus parceiros.

A linguagem sexual – vamos dar os devidos nomes às coisas!

Ainda levando em conta o estudo realizado na Inglaterra, um dos pontos abordados é a linguagem sexual. De acordo com os dados levantados, os homens tendem a se revelar mais “grosseiros” do que as mulheres.

Em diversos momentos, foi muito comum perceber que os homens faziam uma referência aos órgãos genitais femininos de maneira não somente negativa como também depreciativa.

E, isso pode ajudar a entender a percepção acerca do sexo oral nas mulheres e como esse assunto ainda é pouco explorado de forma positiva.

Além disso, diante do conhecimento desse perfil comportamental dos homens, muitas mulheres acabam adotando uma postura imprecisa e/ou genérica.

Tal atitude fica ainda mais marcante se tratando da iniciativa em descrever não somente suas experiências sexuais como também preferências.

Conheça o Pompoarismo Feminino

Vale destacar que essa pesquisa consiste apenas em uma exploração muito básica sobre esse universo. Ou seja, foi uma iniciativa que permitiu ter uma melhor percepção de como os jovens abordam o sexo oral nas mulheres.

Além disso, os pesquisadores ficaram até mesmo impressionados com a grande demanda de respostas retrógradas em dados momentos.

Isso sem contar o posicionamento, em muitos casos, preconceituosos! Por isso, a defesa da educação sexual deve e precisar tomar, quanto antes, novos rumos.

E, quando falamos novos rumos, a intenção é evidenciar como é relevante ir além da prevenção da gravidez e das doenças sexualmente transmissíveis. É preciso debater o assunto de forma ampla – que é justamente o que ele é!

Percepções atrasadas precisam ser revertidas!

Todas as percepções relevadas por esses estudos são, inquestionavelmente, atrasadas! E, esse entendimento acaba criando também a oportunidade em estabelecer urgências sobre a sua abordagem.

Isso envolve muitos aspectos diferentes, como os programas de educação sexual e até mesmo dentro do âmbito familiar. É importante, acima de tudo, estimular os mais jovens a pensarem de forma mais crítica.

E, esse pensamento pode e deve ser voltado para os corpos masculinos e femininos e como eles são tratados pela sociedade.

Além disso, é preciso orientar quanto ao consentimento e coerção, bem como a igualdade de gênero e eventuais necessidades. Isso também envolve o sexo oral nas mulheres.

A falta de conhecimento é uma barreira que deve e precisa ser quebrada, até porque ela afeta consideravelmente a qualidade da vida sexual e impede, em muitos casos, que a mulher sinta-se mais feliz.

E mais: nem mesma a anatomia e a função referente ao clitóris escapam dessa ausência de conhecimento! O fato é que até hoje existem pouquíssimos estudos que abordem de maneira específica a sexualidade feminina.

Como resultado, isso gera uma invisibilidade acerca da capacidade de não somente sentir, mas também viver o prazer!

O sexo é essencial!

O sexo é essencial e é natural em nossa vida! Por isso, não faz sentido algum essa ausência de diálogo sobre algo que está sempre presente em nossas  vidas, concorda?

Mas, ainda assim muitas mulheres afirmam que possuem enormes dificuldades em atingir o orgasmo, justamente porque não se masturbam, por não saberem como se excitar, por sentirem dores durante a relação e por não vivenciarem também o sexo oral.

Nos dias de hoje, muito se fala em emponderamento feminino, como parte fundamental da luta por igualdade de direitos. Porém, será que esse emponderamento consegue também pautar questões relacionadas ao prazer?

A resposta é sim e não! Até porque muitas mulheres passaram a buscar seu lugar desse universo, mas, há muitas ainda que seguem sem entender a relevância do seu próprio prazer.

A grande prova disso é que a sexualidade feminina não é somente um tabu dentro dos relacionamentos, mas é algo que chega até mesmo aos consultórios médicos.

Isso  porque, mesmo adotando a iniciativa de procurar conhecimento e ajuda profissional, a dificuldade das mulheres em se expressar sobre determinados assuntos ainda é latente.

Abordar temas como o sexo oral nas mulheres dentro de um consultório e diante de uma profissional (seja ela sexóloga, terapeuta ou até mesmo ginecologista) é um enorme desafio.

O papel da terapia nesse processo de autoconhecimento!

O assunto, por ser um tabu, ultrapassa apenas a ausência de conhecimento. Muitas mulheres possuem evidentes dificuldades em explorar seu corpo e o que lhes desperta o prazer – mesmo após o casamento.

E, logicamente, isso afeta a vida do casal – afinal, lembre-se que o sexo é algo presente em nossas vidas e que faz parte  do  nosso bem-estar!

Saiba como funciona a Terapia Sexual Online

Se a mulher não entende o que lhe desperta prazer e não vivencia trocas positivas com seu parceiro, é questão de tempo para que ela também não consiga fazer o outro feliz.

Percebe como é algo cíclico? Por isso, a chave para alterar esse cenário é recorrer á ajuda profissional. Porque, em uma terapia, o uso assertivo do diálogo e do conhecimento ajuda a quebrar tabus, receios e percepções equivocadas.

Ou seja, a visão de que o sexo oral nas mulheres pode ser visto como algo feio, errado e outras interpretações negativas, passa a ganhar uma nova perspectiva.

Além disso, ao buscar uma terapia sexual, é possível lidar com outros problemas recorrentes da vida sexual. Isso porque, por meio da orientação de um especialista, torna-se possível perceber como lidar com seu próprio prazer, com o seu corpo, mente e, claro, melhorar os relacionamentos interpessoais.

E, o que é uma vida sexual satisfatória? Isso existe?

Para concluir, é fundamental deixar claro que muitas mulheres podem encontrar a satisfação sexual em atingir o orgasmo. Mas, o que isso quer dizer?

Quer dizer que a satisfação sexual é sentir-se confortável, que a relação permite uma troca positiva!

Quer dizer que o sexo oral nas mulheres não é uma obrigação, e sim uma intimidade que faz parte do jogo entre dar e receber! Essa compreensão é o primeiro passo para que você invista cada vez mais no autoconhecimento.

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by Débora Martins

Sou Débora Martins - Terapeuta Sexual com Formação em Sexologia Clínica e Practitioner em PNL., meu trabalho é desenvolvido com foco em tratamentos breves que visam transformação de relacionamentos assim como tratamentos de disfunções sexuais, usando diversas técnicas para melhorar a qualidade de vida sexual de homens e mulheres.

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Débora Martins

Débora Martins atua como Terapeuta Sexual no tratamento das disfunções sexuais masculinas e femininas. Profissional com formação em Sexologia Clínica, Psicanálise, Master Hipnose Clínica, PNL (Programação Neuro Linguística). Tem à disposição dos pacientes atendimentos online e/ou presencial*.

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