Disfunção Erétil Psicológica: Conheça os Tratamentos

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Disfunção Erétil Psicológica: Conheça os Tratamentos

2018-08-19T14:47:23+00:00By |Saúde, Sexo|2 Comentários

Um problema muito comum que faz muitos homens procurar ajuda é a Disfunção Erétil Psicológica (DEP), conhecida popularmente como Impotência Sexual. O fato é que os homens se preocupam se o caso tem tratamento ou  não, e principalmente se caso dele é grave.

Vamos Entender a Disfunção Erétil Psicológica, conhecida também como DEP

Quando homem não consegue manter e obter uma ereção suficiente para penetração configura-se a disfunção erétil

Veja a % dos casos:

Estudos comprovam que a cerca de 95% dos homens e mulheres considera o sexo relevante para uma boa harmonia do casal, porém o interessante é que em contra partida, cerca de metade dessa população admite que sua vida sexual não é satisfatória. De fato, dificuldades sexuais são frequentes e comprometem o desempenho e a satisfação de muitos, em diferentes etapas da vida.

Entre as dificuldades sexuais masculinas, uma se destaca pela sua prevalência, especialmente entre os homens acima dos 40 anos. Trata-se da disfunção erétil psicológica, ou seja, a incapacidade de o homem obter e/ou manter ereção suficiente para terminar o ato sexual com satisfação. Falhas eventuais, isoladas, decorrentes de cansaço, preocupação ou falta de atração pela(o) parceira(o), não constituem disfunção erétil, sendo reações naturais ao estresse de um dado momento ou a um desinteresse transitório.

Estima-se que a impotência sexual afeta 12% dos homens abaixo de 60 anos de idade, desmistificando a ideia de que se trata de um problema da idade. No entanto, é um fato que ele é mais frequente nos idosos: entre os maiores de 70 anos, o problema ocorre em 30% dos homens.

Disfunção Erétil Psicológica

Quais as causas mais comuns da Disfunção Erétil Psicológica?

A Disfunção Erétil pode ter sua origem em causas psicológicas ou físicas, nas origens psicológicas os principais motivos são:

  • Ansiedade – Quando se fala em ansiedade na hora do sexo, as dificuldades que os homens apresentam são várias, e uma delas que é a mais delicada é a falta de ereção. É preciso identificar de onde vem a ansiedade e fazer um tratamento adequado para que o homem saiba como a controlar.

O problema é que ainda que a ansiedade seja pequena na primeira falta de ereção, o homem fica preocupado se vai acontecer novamente, essa preocupação gera mais ansiedade, o que torna um círculo vicioso, onde o homem não consegue se livrar sozinho, por isso a busca por um terapeuta sexual precisa ser no início do problema.

  • Depressão – A depressão e a impotência caminham em uma via de mão dupla, uma pode causar ou potencializar a outra. Além disso, os medicamentos que tratam a depressão podem piorar a ejaculação, a ereção em si, o orgasmo e a libido.

Os sintomas da depressão são: fadiga, falta de cuidado pessoal, isolamento ou agitação, perda de peso ou de idéias suicidas, entre outros. Vários estudos têm mostrado que os homens com depressão têm realmente menor atividade cerebral nas regiões que normalmente respondem à excitação sexual.

  • Fadiga – A fadiga do dia a dia também pode contribuir para a perda de deso sexual, o excesso de atividade,  acúmulo do trabalho, cansaço e a vida agitada podem causar um desequilíbrio hormonal que prejudica no desempenho sexual tanto nos homens quanto nas mulheres.
  • Conflitos de identidade sexual, preferência e orientação sexual.

Fatores de risco e causas da impotência sexual

Apesar da idade ser popularmente conhecida como o principal fator de risco pra a disfunção erétil, na verdade, o envelhecimento em si não é tão culpado quanto as doenças que surgem com ele. Uma pessoa mais velha e completamente saudável sem medicamentos é plenamente capaz de conseguir ereções satisfatórias na maioria dos casos. Um homem saudável de 65 anos pode ter mais “potência” que um homem de 40 anos com histórico de diabetes e doenças cardiovasculares.

Entre as doenças e problemas mais relacionados à disfunção erétil estão:

  • Diabetes mellitus.
  • Hipertensão.
  • Obesidade.
  • Doença cardiovascular.
  • Dislipidemia.
  • Tabagismo.
  • Alcoolismo
  • AVC.
  • Insuficiência renal crônica.
  • Doenças da tireoide.

As doenças que listei acima, pode aumentar os riscos da impotência sexual isso de deve ao uso dos medicamentos, cerca de 1/4 dos casos de impotência sejam causados por essas drogas. Antidepressivos e medicamentos para hipertensão (todas as classes) são os principais vilões.

Impotência Resultante de Traumas

Um trauma em qualquer porção da região pélvica ou da coluna pode resultar em impotência, pois, no diafragma urogenital há diversos nervos frágeis e artérias que suprem o pênis.

Um trauma direto no pênis pode resultar e uma fratura, e, esse trauma causa dor e inchaço no pênis, o que torna totalmente inviável a atividade sexual. Caso o trauma seja na coluna, ele também pode causar impotência, caso haja ferimentos na medula espinhal pode haver perda do centro nervoso que controla as ereções.

Cirurgia e trauma no cérebro, medula espinhal e região pélvica, estão associados com o aumento do risco de distúrbios de ereção.
Podemos citar:

  • Traumatismos crânio-encefálico
  • Cirurgias no cérebro
  • Laminectomia lombar
  • Lesão medular
  • Linfadenectomia retroperitoneal sem preservação de nervos
  • Aneurismectomia da aorta abdominal
  • Cirurgias radicais para câncer do intestino e geniturinárias

Doença de Peyronie

A doença de Peyronie costuma se manifestar através de fibroses no interior do pênis, que podem provocar deformidades penianas, como curvaturas, afinamentos, perdas de tamanho. Pode provocar curvaturas penianas que se manifestam durante a ereção e que podem atingir 90 graus ou mais tanto para cima, como para baixo ou para os lados, podendo estar associada ou não a dor durante as ereções. Desta forma, pode dificultar ou até mesmo impossibilitar o ato sexual. Associado à doença de Peyronie, poderá haver disfunção erétil em graus variáveis de intensidade em até 50% ou mais dos casos.

Problemas hormonais

Os desequilíbrios hormonais, em especial a falta de testosterona, influenciam muito na possibilidade de ter uma ereção de qualidade.

Priapismo

O priapismo é uma condição na qual surge uma ereção não causada por desejo sexual, com duração atipicamente longa: 4 horas ou mais. Geralmente, isso acontece por conta de uma entrada anormal ou impedimento da saída do fluxo sanguíneo no pênis, gerando uma ereção prolongada.

Como ocorre uma ereção?

A ereção é uma reação involuntária em resposta à estimulação ou excitação sexual. O homem não pode ter uma ereção simplesmente porque quer tê-la. O estímulo ou excitação sexual fazem com que o cérebro, os nervos, o coração, os vasos sanguíneos e os hormônios trabalhem juntos afim de aumentar rapidamente a quantidade de sangue fluindo para dentro do pênis. O sangue fica preso dentro das duas câmaras esponjosas (corpos cavernosos) localizadas no corpo do pênis. Ao encherem-se de sangue, as câmaras expandem-se fazendo com que o pênis adquira rigidez e se alongue em tamanho e diâmetro.

Fisiologia da ereção

Para um maior entendimento sobre a disfunção erétil – DE, é importante compreender como o pênis funciona normalmente. O processo de ereção normal inclui as cinco fases seguintes:

  • FASE 1: Preenchimento inicial com estimulação sexual ou psicológica, neurotransmissores causam o relaxamento da musculatura lisa do pênis, aumentando o fluxo sanguíneo para os corpos cavernosos.
  • FASE 2: Ereção parcial – Tumescência – O aumento do fluxo sanguíneo alonga e expande o pênis. As artérias penianas expandem para acomodar o aumento do fluxo sanguíneo necessário para alongar e expandir o pênis.
  • FASE 3: Ereção completa – O aumento do volume de sangue dentro do pênis é impedido de drenagem, promovendo a expansão do pênis até a ereção completa.
  • FASE 4: Ereção Rígida – Máxima rigidez é atingida. A glande e o corpo esponjoso ampliam até as veias penianas serem vigorosamente comprimidas. Isso aumenta a tumescência e mantém a máxima rigidez peniana. Emissões de esperma e ejaculação ocorrem.
  • FASE 5: Retorno à flacidez – Detumescência – contrações musculares resultam no aumento do fluxo sanguíneo para fora do pênis, diminuindo assim o seu comprimento e espessura até a flacidez.

Alterações podem ocorrer durante qualquer uma das quatro primeiras fases da ereção impedindo com que você alcance ou mantenha a ereção. Embora dificuldades também possam ocorrer durante a quinta fase – detumescência, elas não são geralmente incluídas nas discussões sobre disfunção erétil.

Como tratar a disfunção erétil psicológica?

Com o tratamento por meio da Terapia Sexual , o homem gradativamente conseguirá identificar os seus medos , conflitos e ansiedade frente ao sexo. Aprende a lidar com sua sexualidade sem a tensão provocada pelos fatores culturais através dos quais foi educado, diminuindo as cobranças que faz em relação ao seu desempenho sexual ou de sua parceira, em relação à obtenção de uma ereção.

Disfunção Erétil Psicológica

Independente do motivo, a disfunção erétil psicológica não é difícil de tratar, porém é preciso empenho do paciente e força de vontade para superar o momento.

Sobre o Autor:

Débora Martins
Sou Débora Martins - Psicanalista CBO 2515-50, Terapeuta Sexual/Casal e Coaching, meu trabalho é desenvolvido com foco em tratamentos breves que visam transformação de relacionamentos assim como tratamentos de disfunções sexuais, usando de técnicas do Pompoarismo, Hipnoterapia e Tratamentos da Ansiedade.

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