Dispareunia e Vaginismo – A Dor Que Incomoda Durante A Relação Sexual

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Dispareunia e Vaginismo – A Dor Que Incomoda Durante A Relação Sexual

2018-06-25T20:09:15+00:00By |Saúde, Sexo|2 Comentários

Dispareunia X Vaginismo

Dispareunia é o termo médico usado para descrever a sensação de desconforto ou dor durante o ato sexual. Para sermos mais exatos, dispareunia é definida como uma dor ou desconforto constante ou persistente que inicia-se no momento da penetração, durante o ato sexual ou logo após o seu fim.

vaginismo é uma das principais causas de dispareunia, sendo caraterizado pela contração involuntária dos músculos da vagina, o que dificulta a penetração e causa dor durante o ato sexual. O vaginismo tanto pode ser a causa como uma consequência da dor durante do sexo.

Neste artigo vamos fazer uma rápida revisão sobre a dispareunia e o vaginismo.

A dispareunia pode ocorrer em ambos os sexos, mas é muito mais comum nas mulheres. Neste texto vamos nos ater apenas à dor durante o sexo nas mulheres. Temos um artigo muito interessante para os homens que é sobre Disfunção Erétil Psicológica

Causas do vaginismo

As causas do vaginismo não estão na vagina e sim no emocional da mulher. O medo da relação sexual, da intimidade, baixa autoestima, e a falta de confiança são fatores que levam a mulher vagínica a contrair não só a vagina, mas o períneo, as nádegas, os músculos da coxa e do abdome.

A atitude negativa diante o sexo, culpa ou má escolha de parceiro podem promover a doença. O mesmo ocorre quando há problemas conjugais ou profissionais. As mulheres com vaginismo costumam ter pouco conhecimento sobre a genitália e sexualidade e elas se tornam ansiosas durante o ato sexual.

Sintomas do vaginismo

Primeiramente, devemos entender quais são os principais sintomas do vaginismo e por que eles aparecem, são eles:

  • Contração Involuntária da Vagina
  • Difícil Manipulação da Região Pélvica
  • Ansiedade
  • Baixa autoestima

Ao ver e analisar esses sintomas, é necessário entender que os sintomas físicos estão diretamente associados com os sintomas psicológicos. Este é o primeiro passo para compreendermos como o vaginismo pode ser tratado.

Ao ver e analisar esses sintomas, é necessário entender que os sintomas físicos estão diretamente associados com os sintomas psicológicos. Este é o primeiro passo para compreendermos como o vaginismo pode ser tratado.

É importante entender também que o vaginismo se manifesta em diversos níveis diferentes. Falando de relações sexuais, existem as mulheres que conseguem ter, porém, com muita dor e desconforto, enquanto outras tem a musculatura da vagina totalmente contraída, impossibilitando o ato sexual de qualquer tipo. Os diferentes tipos de nível de vaginismo são:

  • Leve Desconforto
  • Ardência e Contração
  • Contração Involuntária
  • Dor Intensa

As complicações decorrentes do problema podem ser evitadas com autoconhecimento, amor-próprio e segurança em relação a si mesma; apoio médico e terapia sexual. As chances de superar o vaginismo são grandes quando a pessoa tem vontade, acesso aos tratamentos e está disposta a mudanças. A técnica que eu uso para o tratamento são abordagens de terapia sexual, além de exercícios do Pompoarismo, uma Ginástica Íntima que trabalha todo o assoalho pélvico na mulher, além de auxiliar em muitos outros aspectos na vida da paciente.

Quais são os tipos de dispareunia?

Podemos encontrar os seguintes tipos:

  • Primária: quando acontece desde a primeira relação ou tentativa de relação sexual;
  • Secundária: as relações sexuais eram normais e, a partir de determinada época, passaram a causar desconforto/dor;
  • Situacional: a dispareunia ocorre apenas em determinadas ocasiões ou certos parceiros;
  • Generalizada: a mulher é incapaz de conseguir qualquer tipo de penetração, sem que essa se acompanhe de desconforto.

Os relatos femininos sobre o transtorno incluem variações, da sensação superficial à dor profunda. Já a intensidade pode ir do leve desconforto até uma dor aguda forte.

A Dispareunia tem 3 tipos

As dores podem ocorrer em vários locais da genitália, como: região externa da vagina (vulva), na entrada, no meio ou até no fundo da vagina. As causas destas dores podem ser distintas.

1) Vulvodínia – A dor fora

A dor na região externa da vagina é chamada de vulvodínia ou vestibulodínia. Esta dor geralmente é em forma de queimação e algumas mulheres não suportam nem mesmo o toque na parte externa da região.

2) Uterina – A dor no fundo

Dor no fundo da vagina, que geralmente tem causas uterinas.

3) A dor no meio

Já as dores no meio da vagina podem tanto ter causas musculares, uterinas ou outros fatores que citaremos na sequência.

Entre os sintomas da dispareunia podemos destacar:

Dor a cada penetração. Dor com alguns parceiros ou apenas em determinadas circunstâncias . Ardência. Dor profunda – quando a dor é no colo do útero ou na região inferior do abdômen e é perceptível durante ou após a penetração.

Confira os fatores orgânicos e psíquicos capazes de levar à Dispareunia

  • Dificuldade de enxergar a sexualidade de forma saudável
  • Educação altamente repressora
  • Falta de desejo sexual pelo parceiro (a)
  • Falta de informação
  • Gestação – receio de machucar o bebê
  • Infecções genitais (candidíase, tricomoníase etc.)
  • Doenças de pele que afetam os órgãos genitais (foliculite, psoríase e pediculose púbica (‘chato’)
  • Doenças sexualmente transmissíveis (cancro mole, granuloma inguinal, entre outras)
  • Infecção ou irritação do clitóris
  • Doenças no ânus
  • Infecção urinária
  • Nos homens: problemas na próstata ou nos testículos, fimose, doenças de pele e herpes genital
  • Medos e tabus irracionais ligados ao sexo
  • Rigidez nas crenças morais e religiosas
  • Sentimento de culpa relacionado à vida sexual
  • Traumas infantis

Algumas estratégias que podem ajudar são:

  • Cuidar do relacionamento amoroso, para garantir o entrosamento e a intimidade do casal, tendo tempo um para o outro;
  • Seguir o tratamento indicado pelo médico ou pelo sexólogo;
  • Conhecer o próprio corpo, o corpo do parceiro e as suas emoções;
  • Estar descansado tanto fisicamente como mentalmente;
  • Tentar o contato íntimo num ambiente calmo e sossegado, longe do stress;
  • Estipular um dia para o encontro e se preparar para a intimidade durante o dia;
  • Fazer refeições leves, em pequena quantidade, mas com alimentos afrodisíacos;
  • Usar lubrificante íntimo antes e durante as tentativas;
  • Estabelecer um limite, para que o parceiro saiba quando deve desistir se você não estiver confortável;
  • Durante as preliminares estar confiante e dizer o quando você gosta e está feliz com seu parceiro.

Além disso, estar seguro de que o relacionamento íntimo não será prejudicial para o casal ajuda a melhorar o contato íntimo aos poucos, ainda que seja preciso um investimento de meses e até mesmo anos para atingir uma vida íntima saudável.

Pode ser difícil dizer se os fatores emocionais estão associados à dispareunia. A dor inicial pode levar ao medo de dor recorrente, tornando difícil relaxar, o que pode levar a mais dor. Você pode começar a evitar a relação sexual se você associar a dor.

Tratamentos para Dispareunia e vaginismo

É fundamental saber o quanto a dor na relação sexual interfere na qualidade de vida dessas mulheres, investigar a causa para direcionar corretamente o tratamento e aliar a isso um suporte emocional, psicológico e social. O parceiro deve ser envolvido neste assunto e entender o motivo do desconforto e das alterações de comportamento, para não só ajudar a parceira mas também porque eles algumas vezes silenciosamente produzem diversão questões em relação ao assunto.

Se você está com esse problema, agende uma sessão com a terapeuta sexual e faça o tratamento para que você tenha uma vida sexual mais prazerosa e sem dor. Pode ser difícil dizer se os fatores emocionais estão associados à dispareunia. A dor inicial pode levar ao medo de dor recorrente, tornando difícil relaxar, o que pode levar a mais dor. Você pode começar a evitar a relação sexual se você associar a dor. O objetivo do tratamento na terapia sexual é mudar a atitude para com o sexo, a eliminação de espera a dor, a harmonização das relações conjugais. Recomendações de alterar as técnicas sexuais, a seleção de lubrificantes, a utilização de técnicas para relaxar os músculos vaginais.

Sobre o Autor:

Débora Martins
Sou Débora Martins - Psicanalista CBO 2515-50, Terapeuta Sexual/Casal e Coaching, meu trabalho é desenvolvido com foco em tratamentos breves que visam transformação de relacionamentos assim como tratamentos de disfunções sexuais, usando de técnicas do Pompoarismo, Hipnoterapia e Tratamentos da Ansiedade.

2 Comments

  1. Geise 8 de abril de 2018 em 19:20 - Responder

    Tenho muita dor na hora da relação sexual, fui no médico e não tenho nada físico. Você pode me ajudar?

    • Débora Martins
      Débora Martins 9 de abril de 2018 em 08:16 - Responder

      Olá, Geise.
      Tudo bem?
      Posso ajudar sim.
      Enviei um e-mail com os detalhes sobre os atendimentos.
      Abração!

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